Verbou-se: onomatopéia


Metafísica

Não sei o que é conhecer-me. Não vejo para dentro.
Não acredito que eu exista por detrás de mim.

(um dos poemas inconjuntos, in Poesia completa de Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa)

 



Escrito por Marília Scriboni era um pouco antes de 12h09
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Utilidade pública 2.1

O post Utilidade pública 2 levantou dúvidas em duas leitoras do Onomatopéia.

Tem circulado na internet, já há algum tempo, um texto intitulado "Aprender" que, supostamente, teria sido escrito pelo dramaturgo inglês William Shakespeare. Mas não foi Shakespeare quem o escreveu. Já que eu sou uma aspirante a jornalista, estou apurando quem é o verdadeiro autor do texto, uma vez que Autor Desconhecido é um ser que não existe.

Em breve, os leitores vão encontrar uma resposta mais concreta.



Escrito por Marília Scriboni era um pouco antes de 17h54
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Gélida tulipa

Geladeiras normais conservam alface, ovos, latas de cerveja e potes de margarina. A da minha casa guarda um vaso com um bulbo de tulipa. Não, a dieta da minha família não é baseada em pétalas de flores. Tampouco nós  gostamos de comida macrobiótica e ou de bebidas estranhas como suco de alfafa ou de clorofila.

Acontece que, em outubro do ano passado, ganhei um vaso de tulipa de presente. Linda, linda. Porém, com o decorrer dos dias, a planta, não acostumada ao calor dos trópicos, começou a murchar. O escarlate vivo deu lugar a um vermelho apagado. E, como tulipas são tulipas, flores especiais que só, a minha veio com uma etiquetinha do fabricante que dizia que a planta, quando morresse, deveria ter as folhas arrancadas e os bulbos limpos, sendo conservados em um local "fresco e arejado", ao ar livre, por três meses. Decorrido esse tempo, eles deveriam ser plantados em terra vegetal umedecida e mantidos na geladeira. Meio cética, fiz conforme a tal bula mandava. E não é que deu certo? Depois de seis meses na geladeira, à base de muito gelo e nenhuma luz natural para fotossíntese, a minha tulipa apresenta sinais de vida.

Fosse uma fênix, renasceria das cinzas. É tulipa: brota da morte.



Escrito por Marília Scriboni era um pouco antes de 00h14
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Poste de borracha.

Entra no carro, puxa a manivela do banco. Ajeita. Dá a travadinha. Enquadra o mundo de lá de fora no seu retrovisor. Coloca o cinto de segurança. Enfia a chave no contato, pisa fundo na embreagem, engata a primeira, abaixa o freio de mão. Aos poucos, solta a embreagem e acelera. Quando ganhar velocidade, pisa fundo mais uma vez na embreagem, engata a segunda.

Perdi as contas do número de vezes que errei todo esse processo. Como na primeira vez que fiz o exame de direção, só para citar uma. "Quando você fizer sem pensar é porque você já sabe dirigir", meu pai repetia. Na manhã de hoje, eu não fiz sem pensar. Pelo contrário, prestei mais atenção do que nunca. E deu certo.

Em dez dias, serei uma motorista com permissão para dirigir.

Ufa. Dá um alívio resolver certas pendências.

Agora eu só preciso de uma kombi amarela...



Escrito por Marília Scriboni era um pouco antes de 22h42
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Utilidade pública 2

"... tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhar adiante, com a  graça..."

Isso não é Shakespeare!

Pronto-falei.



Escrito por Marília Scriboni era um pouco antes de 23h48
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Marília Scriboni

Apegada às palavras e às pessoas. Estudante de jornalismo. Vinte e um anos de rompantes de instrospecção e euforia, somados a arroubos de consciência e devaneios: ecos de mim.

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